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sábado, 31 de março de 2012

Sindicato realiza encontro para discutir o drama das drogas e prevenção Participam diretores de escolas e faculdades privada da capital do Piauí.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado do Piauí (Sinepe-PI) realiza neste sábado (31) a segunda edição do projeto Diálogos Sinepe, com um encontro de educadores e autoridades que trabalham com o tratamento e a prevenção às drogas. O encontro acontece das 16 às 18 horas, no Favorito Aroma Árabe. Participarão diretores de escolas e faculdades que integram o segmento privado de educação no Piauí.


O evento terá como tema central “Campanha de Prevenção às Drogas”, e contará com a participação do coordenador da Fazenda da Paz, Célio Luiz Barbosa, além de outras autoridades no assunto. A Fazenda da Paz é uma entidade sem fins lucrativos que trabalha no tratamento de dependentes de drogas e álcool em Teresina. O Sinepe-PI está desenvolvendo ações para apoiar a iniciativa. Uma delas é a instalação de uma escola dentro da entidade para que os usuários dêem continuidade aos estudos durante o tratamento.

O presidente do Sinepe-PI, professor Dalton Leal, diz que o encontro objetiva discutir medidas para prevenir as drogas. “A finalidade é envolver os participantes na discussão de ações e iniciativas de prevenção e orientar as instituições de ensino de como proceder no caso das drogas, que infelizmente se propagam entre os jovens, causando sérios danos às famílias, a eles próprios e à sociedade”, diz ele. Dalton Leal explica que o Diálogos Sinepe é uma iniciativa do segmento de escolas e faculdades privadas para discutir temas importantes para a sociedade e envolver a comunidade educacional em propostas e alternativas.

O primeiro Diálogos Sinepe foi realizado em novembro do ano passado, e discutiu as perspectivas da educação no Piauí, com a participação do presidente do Instituto Qualidade no Ensino (IQE), Horácio Almendra.

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

'Preciso servir de exemplo', diz vencedora do Miss Surda Brasil Cearense de 25 anos estuda Letras e participa de projetos sociais. Ida ao Miss Surda Universo será a primeira viagem internacional da jovem.

Elias BrunoDo G1 CE
Aos 25 anos, a cearense Bruna Cardoso realizou o sonho de virar Miss com o título de "Miss Surda Brasi" (Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)Aos 25 anos, a cearense Bruna Barroso realizou o sonho de ser Miss com o título de "Miss Surda Brasi" (Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)
Bruna disputou o título com outras 13 candidatas de outros estados (Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)Bruna disputou o título de Miss Surda Brasil com  13
candidatas de  outros estados

(Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)“Quando recebi a coroa de Miss Surda Brasil, sabia que a partirdesse momento precisava servir de exemplo para os outros surdos”, diz a cearense de 25 anos Bruna Barroso,vencedora da primeira edição do Miss Surda Brasil realizado no último sábado (24), em Fortaleza. A jovem escolhida entre as 14 surdas candidatas ao título se prepara para fazer a primeira viagem internacional em julho, quando disputa o Miss Deaf World (Miss Surda Universo) em Praga, na República Tcheca.

Inspirada na modelo Giselle Bündchen e na ex-miss Ceará e organizadora do Miss Surda Brasil, Vanessa Vidal, a estudante de Libras e diretora social do Instituto Fellipo Smaldone contou em entrevista por e-mail ao G1 que já havia participado de outros concursos de beleza locais, mas realizou um sonho ao receber o título pioneiro. “Nunca havia participado de um concurso oficial e de tão grande repercurssão e me senti muito feliz por ter ficado em 1º lugar. Foi emocionante”, relata.
 
A cearense participou de outros concursos locais e sonha em participar do 'Miss Universo' (Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)A cearense participou de outros concursos locais
e  sonha em participar do 'Miss Universo'
(Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)
Questionada sobre a possível segregação que o concurso pode causar, Bruna garante que a competição é um meio de inclusão social: “Pelo que vivi nas aulas de desfile e ensaios realizados durante o concurso, posso garantir que este concurso não tem por objetivo segregar, mas sim estimular os participantes a competir com pessoas ouvintes em outros concursos e a fazer trabalhos como modelo e manequim”. Para reforça a ideia, a modelo diz já ter planos de se inscrever em outros concursos e levar o objetivo do Miss Surda Brasil adiante. “Sempre almejei galgar mais e mais espaço no mundo da moda para ajudar as pessoas surdas discriminadas e construir uma sociedade sem barreiras”.

Uma semana após participar do desfile, Bruna foi convidada para participar de eventos como lançamentos de bandas e conceder entrevistas. “Quero, agora participar do Miss Universo, mas aproveitarei bem todas as oportunidades que surgirem”, afirma. Assim como as modelos que buscou inspiração, Bruna também quer servir de incentivo para outras garotas surdas: “Quero mostrar que as pessoas que se sentem limitadas devem correr atrás dos seus ideais. E que as jovens lindas do Brasil venham participar do próximo Miss Surda, pois vale a pena viver esse sonho!”.
'Quero mostrar que as pessoas que se sentem limitadas devem correr atrás dos seus ideais', diz Bruna Cardoso. (Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)'Quero mostrar que as pessoas que se sentem limitadas devem correr atrás dos seus ideais', diz Bruna Barroso. (Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)

Anvisa suspende o uso e a venda de lote do analgésico dipirona sódica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a partir de hoje (30) o uso e a venda de lote do analgésico dipirona sódica solução oral, de 500 mg/ml, fabricado pela empresa farmacêutica Hipolabor.


A vigilância sanitária determinou a suspensão da distribuição, venda e uso do lote 0710/10 do medicamento porque testes da Fundação Ezequiel Dias (Funed) constataram teor de dipirona sódica abaixo do informado pela fabricante.

Quem comprou medicamento desse lote deve parar o consumo, segundo recomendação da Anvisa. A empresa farmacêutica terá de recolher as unidades que ainda restam no mercado.

Publicada no Diário Oficial da União, a medida é definitiva e válida em todo o território nacional.

Fonte: Agência Brasil

Em fitas, Demóstenes age como sócio de Cachoeira Gravações da Polícia Federal, obtidas com exclusividade por VEJA, revelam novas conversas sobre negócios entre Demóstenes Torres e o contraventor Carlos Cachoeira e complicam ainda mais a situação do parlamentar

Tarja Corrupção

Demóstenes e Carlos Cachoeira usavam telefones codificados para garantir a privacidade de suas conversas
Demóstenes e Carlos Cachoeira usavam telefones codificados para garantir a privacidade de suas conversas (Andre Coelho/ Ag. Globo Joedson Alves/AE)
Mesmo no tolerante mundo da política brasileira, certos tipos de relacionamento costumam ser fatais para a reputação de homens públicos. Um congressista usar do cargo para defender interesses privados em troca de benefícios materiais é inaceitável em qualquer ambiente que preze minimamente os valores republicanos. A situação torna-se ainda mais insustentável quando o congressista pilhado nesse tipo de comportamento é, aos olhos do grande público, o mais ardoroso defensor da moral e dos bons costumes. Coloque-se do outro lado da relação promíscua um contraventor acusado de comandar uma máfia especializada em jogos ilegais e negócios suspeitos com o poder, e abrem-se para o congressista os portões dos mais profundos círculos infernais de Dante — os da fraude e da traição. Estrela da oposição, intransigente defensor da ética e crítico ferrenho do comportamento dos colegas, o senador Demóstenes Torres é um político nessas circunstâncias, que só pioram para ele à medida que se revela a natureza de sua relação com o contraventor goiano Carlinhos Cachoeira, que está preso.
Pilhado em uma investigação da Polícia Federal que mapeou os negócios de Cachoeira, Demóstenes Torres viu sua biografia virar pó desde que começou a ser revelada a amplitude de suas relações com o contraventor. Descobriu-se que o senador — que em público tinha um comportamento reto, vigilante — possuía uma conduta bem diferente no ambiente privado. Conforme VEJA revelou em sua edição de 7 de março passado, Demóstenes gozava da intimidade do contraventor, com quem falava em média duas vezes por dia, e dele recebeu de presente uma geladeira e um fogão importados avaliados em 30 000 reais. Amigos de posses podem muito bem se presentear com fogões e geladeiras desse valor. Mas a situação do senador se complicou com a revelação de que entre ele e o contraventor existia mais do que amizade. Existia uma sociedade de interesses mútuos — o contraventor dava presentes e dinheiro; o senador retribuía advogando em favor dos negócios do sócio.
Breno Fortes/CB/ D. A Press
Assessores de Cachoeira indicando nomes para  o governo de Brasília
"Esse documento aí é para botar na mão do Marcelão (...) Ele vai direto no gabinete do governador (Agnelo Queiroz, na foto). São os nomes que a gente quer."
VEJA obteve cópias de áudios gravados pela polícia que evidenciam a natureza da relação comercial entre os dois. Nas gravações, Demóstenes se comporta como sócio de Cachoeira.
DIÁLOGO GRAVADO EM 14 DE ABRIL DE 2011
Demóstenes usa o cargo de senador para ajudar o contraventor Carlinhos Cachoeira, também dono de laboratório farmacêutico, a resolver problemas da empresa na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Demóstenes — Fala, professor!
Cachoeira — Doutor, aquele negócio daquele rapaz do Enio que trabalha na Anvisa, pô. Podia pôr ele com o Wladimir aí pro Wladimir olhar nossas coisas com ele. O tal de Rech (segundo a PF, Norberto Rech, diretor adjunto da Anvisa).
Cai a ligação e em seguida eles voltam a se falar:
Demóstenes — Ô, professor! Tá ouvindo aí?
Cachoeira — Tô ouvindo. Aquele... o Norberto... Você teve com ele ontem pra olhar aqueles trem que eu te pedi?
Demóstenes — Tive com ele e ele me disse o seguinte: ele quer fazer com vocês uma coisa até melhor. É... Quer fazer uma agenda programada. Cê vai pegar tudo o que cê tem que vai ser renovado e já vai começar a tocar agora (...) E o que que eu disse para ele? Que você tem uma possibilidade de montar uma indústria lá em Santa Catarina, certo? Aí alimenta essa esperança no sujeito aí e vai tocando o bonde. Vou falar pra ele receber o Wladimir, falou?
Cachoeira — Aí hoje ele vai com... ele... O Wladimir tá indo lá hoje. Aí o Adriano vai com ele, entendeu? Aí já vê tudo!
Demóstenes — Tá. Eu vou marcar lá. Falou? E te ligo.
Dez minutos depois, o senador retorna o telefonema, já com a resposta. Ao se referir aos interesses do laboratório de Cachoeira, Demóstenes fala na primeira pessoa do plural:
Demóstenes — O Norberto tá esperando os dois lá às 2 da tarde. Eu falei pra ele (...) que a empresa está disposta a montar uma unidade lá em Santa Catarina. Então fala pro Wladimir dar corda nisso aí e depois nós descemos lá em Santa Catarina e falamos com o Enio, falamos com ele. Cê entendeu? Faz um acerto mais amplo. Entendeu? 
Cachoeira — Excelente, doutor. Obrigado!
Ouça as gravações:

Parte 1:


Parte 2:


Parte 3:

 

DIÁLOGO GRAVADO EM 11 DE ABRIL DE 2011
Desta vez, é Demóstenes quem procura Cachoeira, interessado em arrumar contratos em Mato Grosso para uma agência de publicidade amiga.
Demóstenes — Mestre, é o seguinte: a gente tem uma agência de publicidade querendo entrar lá no Mato Grosso. Você acha que consegue?
Cachoeira — Quem tem?
Demóstenes — Amigo nosso.
Cachoeira — Pode ser. Vou olhar isso agora. Se for interesse seu...
Demóstenes — Tá licitando para a Copa. Acho que é um negócio bacana.
Cachoeira — Acho que eu consigo. Vou olhar agora.
(...)
Demóstenes — Vou dar uma passada aí então para falar sobre isso, pode?
Cachoeira — Tá bom, tô te esperando.
Ouça as gravações:

Parte 1:


Parte 2:

 

DIÁLOGO GRAVADO EM 14 DE ABRIL DE 2011
Demóstenes novamente presta favores a Cachoeira e seus amigos. Desta vez, ao receber pedido para solucionar uma demanda de um colega do contraventor no Ibama, ele oferece uma solução ainda melhor: ir por cima e conversar direto com a ministra do Meio Ambiente, com quem diz ter uma relação muito boa.
Cachoeira — O Rossini vai tá aí amanhã pra ir lá no Ibama.
Demóstenes — Uai, tranquilo! 
(...)
Cachoeira — No Ibama. Já tá marcado lá. Você podia acompanhar ele lá.
Demóstenes — Ah, tá. Que horas? 
Horas depois, a dupla volta a tratar do assunto:
Demóstenes — Tô achando que este trem de Ibama não vai resolver nada pra ele, não. Tô às ordens, mas acho que é melhor ir por cima. Eu tenho acesso bom à ministra. 
Cachoeira — À ministra? 
Demóstenes — Ministra! A ministra lá do Meio Ambiente. O Ibama é subordinado a ela, uai!
Cachoeira — Agora. Vou falar pra ele te chamar aí. Obrigado aí!
Ouça as gravações:

Parte 1:


Parte 2:


 

Dida Sampaio/AE
Cachoeira definindo cargos no governo  de Marconi Perillo (foto), em Goiás
"A Rosana pode ser um salário de 2 000. A Vanessa é gerência, tá? A Renata é um salário de 2 000, não precisa ser gerência, não. O Édson, cargo de gerência."
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito para investigar Demóstenes. "Meu cliente é vítima de uma investigação ilegal", afirma o advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro. A investigação promete causar danos também em outras frentes. Os grampos telefônicos põem na cena da máfia os governos de Brasília, comandado por Agnelo Queiroz (PT), e de Goiás, controlado por Marconi Perillo (PSDB). Em Brasília, as escutas indicam que o grupo tinha acesso ao gabinete de Agnelo. Inclusive para fazer indicações políticas. "Esse documento aí é para botar na mão do Marcelão (...) Ele vai direto no gabinete do governador", diz o araponga Idalberto Matias, o Dadá, um dos capangas de Cachoeira. "São os nomes que a gente quer", afirma.
O governador Agnelo negou a VEJA qualquer relação com a tropa de Cachoeira. Em Goiás, as investigações mostraram que o ponto de contato entre Ca­choei­ra e o governador Marconi Perillo era um ex-vereador de Goiânia. Também lá o contraventor decide nomeações — e diz até que cargos cada indicado vai ocupar e quanto vai ganhar. O governador de Goiás também nega ligação com Cachoeira e diz que combate "toda sorte de crimes e contravenções".