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Federação das Industrias do Estado do Piauí

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terça-feira, 9 de maio de 2017

Greco prende 21 suspeitos por fraude em concurso da Polícia; gabarito custava R$ 25 mil

Lista divulgada pela Polícia Civil em coletiva na Delegacia Geral
21 dos 23 mandados de prisão da operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) nesta terça(09), que investiga fraude no concurso para agente da Polícia Civil foram cumpridos nesta manhã. Dos 13 policiais civis suspeitos, 12 foram presos. Antonio Lopes da Silva Júnior é considerado foragido.  Além dos agentes, também foi preso um advogado e dois agentes penitenciários, além de suspeitos de comandar a organização criminosa.
Em entrevista coletiva na Delegacia Geral do Piauí, o delegado Kledyson Ferreira informou que todos os policiais civis investigados na operação Infiltrados, foram aprovados no concurso para agente da corporação por meio de fraude. Eles teriam pago pelo gabarito e também contribuíram para a difusão da venda. Na época, o valor era dez vezes o salário de agente que era de R$ 2.500, pagando R$ 25 mil.
Além de terem participado da fraude em benefício próprio, alguns dos policiais davam apoio à organização criminosa realizando cobrança dos valores acertados com candidatos aprovados em outros certames também por meio de fraude.
Kledyson Ferreira declarou ainda que durante as investigações foi confirmado que cinco dos candidatos tiveram o mesmo gabarito que o professor Christian Santiago, que é suspeito de ser um dos líderes da quadrilha. 
“Cinco candidatos tiveram o gabarito igual ao do Christian, que também na época foi beneficiado, mas foi eliminado no teste físico. Eles tiveram 100% do gabarito igual tanto erros como acertos, sendo que o que a gente leva em conta são os erros, porque acertos qualquer pessoa que estuda pode acertar a questão, no entanto os erros da mesma alternativa é uma surpresa porque é praticamente impossível de acontecer”, declarou.
Irmãos presos
O professor Christian Alcântara Santiago, que era considerado foragido nas operações Véritas e Vilages, foi preso desta vez, juntamente com suas irmãs Christiane Maria Alcântara Santiago, que é agente penitenciária e Maria de Jesus Alcântara Santiago que é policial civil.
Além dos irmãos, dois casais de policiais também foram presos: Anderson Nóbrega e Aline Nóbrega e Priscila Almeida e José Clodomar Saboia Júnior. 
A investigação analisou os três concursos da Polícia Civil, realizados no mesmo período, para agente de polícia, escrivão e delegado. Segundo o delegado Kledyson Ferreira, foi constatada a fraude apenas no de agente. Os policiais tiveram que entregar distintivo, arma, carteira funcional e munições. Eles devem passar por um processo administrativo disciplinar feito pela Corregedoria, onde será analisado se serão ou não expulsos da corporação. 
A operação desencadeada, nesta terça(09), é relativa ao concurso público para agente da PC realizado em 2012, pelo Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) da Uespi e é um desdobramento das outras duas realizadas ano passado: Véritas e Vigiles.  A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou toda a ação. 
Os mandados de prisões preventivas, temporárias, conduções coercitivas e buscas e apreensões foram cumpridos nas cidades piauienses de Teresina, Campo Maior, Pedro II, São Raimundo Nonato, Fortaleza-CE e Araripina-PE.
Veja reportagem da TV

Flash de Graciane Sousa 
Redação Caroline Oliveira
redacao@cidadeverde.com
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