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domingo, 28 de maio de 2017

Luis Roberto Barroso massacra 'golpe' de Gilmar Mendes

Luis Roberto Barroso massacra 'golpe' de Gilmar Mendes
O ministro do STF Luís Roberto Barroso massacra à ideia de Gilmar Mendes, sobre ter sugerido rever a decisão do STF que determinou prisão de réus condenados em segunda instância. A regra foi confirmada em outubro passado, por 6 votos a 5.
O Judiciário não pode servir como "um instrumento para perseguir inimigos e proteger amigos", disse Barroso, agora que a Lava Jato chegou a Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB). "A jurisprudência não pode ir mudando de acordo com o réu".
O massacre continuou segundo publicação da Folha de S. Paulo. Veja o que mais Barroso rebateu a respeito do tema: 
"Você só muda a jurisprudência quando existe mudança na realidade ou na percepção social do direito. Não aconteceu nem uma coisa nem outra".
"É preciso mostrar às novas gerações que o crime não compensa e que o mal não vence no final. Será uma pena se o Brasil retroceder nisso".
"Voltar ao modelo anterior é retomar um sistema que pune os pobres e protege os criminosos que participam de negociatas com o dinheiro público".
"O risco de impunidade dos criminosos de colarinho branco continua real, e a percepção da sociedade é de que a Justiça precisa enfrentá-los com punições mais céleres".
Sobre os ataques a Edson Fachin, que tem sido criticado porque contou com apoio do lobista Ricardo Saud quando era candidato a uma vaga no STF, no início de 2015, Barroso disse que há uma campanha para desgastar o relator e blindar réus com poder político e econômico.
"As críticas são injustas. Na época não havia nada contra a empresa nem contra este senhor", diz Barroso.
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