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Federação das Industrias do Estado do Piauí

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Pacientes denunciam falta de materiais hospitalares em maternidade que colocou bebês em caixas de papelão Faltam lençóis limpos e insumos para realização de exames. Unidade diz que problemas foram devido à superlotação.

Maternidade diz que recém-nascidos foram colocados em caixas de papelão por superlotação
Pacientes da Maternidade Marlene Teixeira, em Aparecida de Goiânia, onde recém-nascidos foram acomodados em caixa de papelão, reclamam de falta de vários materiais hospitalares. A unidade reconhece os problemas e diz que situação é devido à superlotação.
No dia 3 de junho, funcionários acomodaram dois bebês em caixas de papelão ao lado das mães devido à falta de berços. No dia, 25 bebês nasceram na unidade, quando a capacidade é para 13 partos.
Porém, não são apenas berços que estão em falta na unidade. “Chega ao ponto da mulher ganhar neném de parto normal e ficar lá, precisando de roupa para repor, como lençol da cama, que não tem. A gente vai atrás e eles falam que não tem”, disse a dona de casa Rosa Maria de Castro, que acompanha a nora no hospital.
Em outras situações, faltam insumos para fazer ultrassonografia. “Colocaram a gente em ordem para fazer o exame e fiquei sabendo que estavam passando outras pessoas na frente porque não tem preservativo para colocar no aparelho que faz o exame para ver o útero”, disse a dona de casa Elenita Aparecida.
Maternidade Marlene Teixeira enfrenta falta de materiais hospitalares (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Maternidade Marlene Teixeira enfrenta falta de materiais hospitalares (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A Maternidade Marlene Teixeira informou que os problemas estão acontecendo devido à superlotação na unidade. Sobre os bebês acomodados em caixas de papelão, o diretor técnico da unidade, Itamar Júnior, disse que foi uma medida emergencial. “A opção era ficar com as crianças no colo, no seio. Foi um improviso feito no pós-parto para dar repouso para a mãe. Foi um dia isolado por causa da demanda grande”, disse.
Já o diretor-geral da maternidade, Denysson José Morais Lopes, explicou que não houve risco de contaminação das crianças que ficaram nas caixas. “Logo a unidade começou a dar vasão em relação às gestantes e vagas, leitos, foram surgindo para as nossas pacientes. Elas [crianças] ficaram nas caixas em torno de quatro a cinco horas”, disse o diretor-geral da maternidade, Denysson José Morais Lopes.
A unidade alegou que a superlotação também foi a causa da falta de lençóis. A direção pediu mais lençóis para a Secretaria de Saúde para atender toda a demanda.
Sobre a falta de preservativo, a maternidade disse que chegaram poucas unidades durante a manhã desta terça-feira (13) e que novas unidades chegarão ao longo do dia.
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Bebês foram colocados em caixas de papelão por falta de berços em maternidade (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Bebês foram colocados em caixas de papelão por falta de berços em maternidade (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Fotos mostram bebês dentro de caixas de papelão em maternidade de Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Fotos mostram bebês dentro de caixas de papelão em maternidade de Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
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