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Federação das Industrias do Estado do Piauí

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Ex-advogado da Odebrecht diz que propina era três vezes maior do que a delatada pela empresa

Ex-advogado da Odebrecht diz que propina era três vezes maior do que a delatada pela empresa
Rodrigo Tacla Durán trabalhava no departamento da propina da Odebrecht. E fugiu para a Espanha, país do qual tem cidadania, para escapar da Lava jato. Ficou preso durante 72 dias na prisão de Soto del Real, será julgado em Madri e atualmente colabora com o Departamento de Justiça americano e a Promotoria Anticorrupção espanhola.
Em entrevista ao El País, ele disse o seguinte, segundo resumo de O Antagonista:
-- Que a Odebrecht subornou mais de mil pessoas no Brasil e em outras países, inclusive políticos e altos funcionários brasileiros cujos nomes ainda não apareceram;
-- Que o Meinl Bank, em Antígua e Barbuda, comprado pela Odebrecht, não era banco coisa nenhuma, mas um escritório de fachada para repassar propina. Tinha só três empregados num pequeno escritório e a sua sede em São Paulo ficava no consulado de Antígua e Barbuda;
-- Que a Banca Privada de Andorra (BPA), fechada em 2015, era encarregada dos pagamentos finais a Pessoas Politicamente Expostas. Recebia transferências do Meinl Bank;
-- Que Luiz Eduardo Rocha Soares e Fernando Migliaccio, da Odebrecht, eram acionistas do Meinl Bank sem que a empreiteira soubesse;
-- Que a Odebrecht manejava mais de uma centena de empresas em paraísos fiscais;
-- Que a Odebrecht pagou muito mais do que os admitidos 2,5 bilhões de reais em subornos. Só o Meinl Bank, exclusivo da Odebrecht, teria movimentado 8,15 bilhões de reais;
-- Que a Odebrecht pagou muitos mais do que os admitidos 1,12 bilhão de reais de propina no Brasil. "A empresas gastava 481 milhões de reais por ano em propina".
O advogado é um homem bomba e pode implodir o acordo de delação firmado pela Odebrecht com a Lava Jato.
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