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domingo, 30 de julho de 2017

Morre o menino Arthur, baleado dentro da barriga da mãe

Criança está paraplégica
Daniel Gullino
Morreu neste domingo o menino Arthur, exatamente um mês depois de ter sido baleado enquanto ainda estava na barriga da mãe, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, o bebê morreu às 14h05. O quadro clínico piorou em decorrência de uma hemorragia nesta madrugada.
A família já esteve no local. O corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), procedimento padrão para vítimas de violência.
A mãe de Arthur, Claudineia dos Santos Melo, foi baleada no dia 30 de junho, na Favela do Lixão. O bebê, ainda no útero, também foi atingido. Claudineia foi levada para o Hospital Moacyr do Carmo, onde médicos realizaram uma cesárea de emergência.
O menino foi transferido, depois, para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, onde estava internado desde então.
Dois dias após Arthur ter sido baleado, um laudo médico concluiu que ele estava paraplégico.
Uma perícia da Polícia Civil concluiu que o tiro que atingiu Claudineia partiu de traficantes da Favela do Lixão. Os peritos concluíram que o disparo foi feito de dentro para fora da favela.
Confira a nota de Secretaria estadual de Saúde na íntegra
"A direção do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes informa que o paciente Arthur Cosme de Melo foi a óbito às 14h05 deste domingo, 30/7, após apresentar piora de seu quadro clínico em decorrência de uma hemorragia digestiva intensa, por volta das 5h30 da manhã. A família do paciente foi informada e esteve na unidade ainda pela manhã, recebeu todas as informações sobre o estado de saúde do paciente, que esteve gravíssimo nas últimas horas. Todos os procedimentos para reverter o quadro foram adotados, porém não houve resposta clinica do paciente. A família foi imediatamente informada e esteve novamente reunida com a chefia da UTI Neonatal e equipe médica. O corpo do paciente será encaminhado ao Instituto Médico Legal, procedimento que é padrão em casos de violência (vítima de perfuração por arma de fogo, como é o caso).
Assim como a direção e toda a equipe médica do hospital, a Secretaria de Estado de Saúde lamenta a perda da família, presta solidariedade neste momento de grande dor e segue à disposição dos pais e familiares."
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