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terça-feira, 4 de julho de 2017

Polícia do RJ prende repórter suspeita de passar informações para facção em SP Segundo investigação, Luana era 'pombo-correio' em organização chamada 'sintonia dos gravatas', responsável por transmitir as ordens emanadas pela cúpula da organização criminosa. Prisão foi em Ilhabela.

Policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) do Rio prenderam na manhã desta terça-feira (4) em Ilhabela, litoral paulista, a jornalista e advogada Luana de Almeida Domingos, de 32 anos, conhecida como Luana Don. A prisão contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
Segundo investigações das polícias de Rio e São Paulo, ela passava informações dos líderes da maior facção criminosa do país – atuava como "pombo-correio". Ainda de acordo com os investigadores, Luana estava em uma organização chamada “sintonia dos gravatas”, responsável por transmitir as ordens da cúpula da organização criminosa em SP para atuação do grupo no Rio de Janeiro.
Momento em que Luana Don é levada presa em Ilhabela (Foto: Divulgação)
Momento em que Luana Don é levada presa em Ilhabela (Foto: Divulgação)
Luana foi presa em Ilhabela, na rua Manoel Guerra do Amaral, em uma residência que era utilizada como seu esconderijo. Ela possuía mandado de prisão preventiva pelos crimes de corrupção ativa e por integrar organização criminosa.

Recompensa de R$ 50 mil

Até sua prisão, ela era considerada uma das mais procuradas do Estado de São Paulo, com recompensa de R$ 50 mil por informações que levassem à sua prisão.
Luana era procurada por atuar como
Luana era procurada por atuar como "pombo correio" de facção (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A jornalista e advogada já havia trabalhado entre 2012 e 2015 como repórter de uma rede de televisão em São Paulo. A Desarme a estava investigando porque ela já morou no Rio de Janeiro e, segundo informações, é possivel que estivesse passando informações da facção para atuação deste grupo no Rio de Janeiro. Luana será apresentada na Divisão de Capturas (Decade) na capital paulista ainda nesta terça-feira.
Repórter tinha recompensa de até R$ 50 mil por informações que levassem à sua prisão (Foto: Reprodução/Facebook)
Repórter tinha recompensa de até R$ 50 mil por informações que levassem à sua prisão (Foto: Reprodução/Facebook)
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