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Federação das Industrias do Estado do Piauí

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sábado, 5 de agosto de 2017

Comandante do Exército nega qualquer intervenção militar e fala da candidatura de Bolsonaro à Presidência da República

Em entrevista à Folha de São Paulo, publicada neste sábado (29), o general Eduardo Villas Bôas negou qualquer possibilidade de intervenção por parte das Forças Armadas no cenário político brasileiro. Disse que a saída para a grave crise que o País vivencia “está nas mãos dos cidadãos brasileiros” nas próximas eleições do ano que vem. “O Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela das Forças Armadas”, afirmou.
Sobre a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a presidente da República, disse que “como integrante da reserva, ele sempre terá nosso reconhecimento e respeito”, mas disse que será a população quem julgará os partidos e os candidatos pelo voto. “Destaco que o Exército, como instituição permanente, serve ao Estado e não a pessoas, estando acima de interesses partidários e de anseios pessoais”, reiterou.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista:
Pesquisa Datafolha que mostrou as Forças Armadas como instituição mais confiável
“Esses números nos impõem uma imensa responsabilidade. As Forças Armadas, que constituem um corte vertical da sociedade e possuem representantes de todo o espectro social, são reconhecidas por serem uma reserva de valores, como integridade, ética, honestidade, patriotismo e desprendimento”.
Denúncia contra o presidente Michel Temer
“Vivemos um período de ineditismos. Mas o fato de seguirmos batalhando, em nosso dia a dia, demonstra que as nossas instituições ainda estão funcionando, mesmo com a crise pela qual elas e o país vêm passando. Cabe-lhes atuar no limite de suas atribuições, sempre com o sentido de se fortalecerem mutuamente. Neste momento, o que deve prevalecer é a Constituição Federal e todos, repito, todos devem tê-la como farol a ser seguido”.
Comparação da crise de agora com a de 1964
“Comparações podem ser feitas, mas o Brasil é, hoje, um país muito mais complexo e sofisticado. Naquela época, havia uma situação de confronto característica da Guerra Fria, com a ação de ideologias externas, que fomentaram ameaças à hierarquia e à disciplina nas Forças Armadas, aspectos que não estão presentes nos dias atuais”.
Defesa da Operação Lava Jato
“A Lava Jato simboliza a esperança de que se produza no país uma mudança fundamental, em que a ética seja nossa parceira cotidiana e a sensação de impunidade, coisa do passado”.
Candidatura de Jair Bolsonaro
“Todo cidadão tem o direito de ser candidato a qualquer cargo eletivo. É natural que o deputado Jair Bolsonaro use seu currículo e sua história pessoal, como ex-integrante do Exército, em sua campanha. Como integrante da reserva, ele sempre terá o nosso reconhecimento e o nosso respeito”.
Uso das Forças Armadas na função de polícia
“O Exército brasileiro é uma instituição que tem suas missões reguladas na Constituição, mais precisamente no artigo 142. Nele, observam-se três tarefas claras: a defesa da Pátria; a garantia dos poderes constitucionais; e a garantia da lei e da ordem. O emprego das Forças Armadas nas manifestações que ocorreram na Esplanada dos Ministérios se deu em uma situação de emergência e teve caráter preventivo. Havia um sério risco de o patrimônio público ser dilapidado. A integridade física das pessoas também estava em perigo”.
Sobre as manifestações pedindo intervenção militar

“As manifestações demonstram um cansaço da população com os escândalos que temos visto. Elas refletem a materialização do capital de confiança apresentado nas pesquisas. Uma instituição que detenha 83% de confiabilidade é uma exceção em um ambiente degradado”.
A gravidade na segurança pública
“Esse problema exige uma resposta que envolva distintos atores da sociedade. Mas a solução deve, necessariamente, passar pela valorização e capacitação das forças de segurança pública. Passa, igualmente, pelo efetivo combate ao tráfico de armas e de drogas, hoje, grandes indutores da violência nos principais centros”.
A doença degenerativa que sofre
“Conforme comentei em outras ocasiões, fui acometido por uma doença degenerativa que atingiu alguns grupos musculares, restringindo minha capacidade de locomoção. Sinto falta de viajar, de percorrer as nossas unidades, de estar junto com a tropa. Busco vencer os desafios dia a dia e sigo no tratamento. Tenho um objetivo maior de servir à pátria e continuo a persegui-lo”.
Rumores de que o general Sérgio Etchegoyen o substituirá
“A substituição dos comandantes de força é atribuição exclusiva do presidente da República. Quanto ao general Etchegoyen, ele é meu amigo pessoal, há mais de 50 anos, como você mesmo destacou. Trabalhamos juntos em várias oportunidades e, além da amizade, fortalecida a cada dia, mantemos agradável convivência familiar”.
A entrevista completa na Folha de São Paulo você pode conferir clicando AQUI.
Via: O Elefante
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