fan page

Federação das Industrias do Estado do Piauí

Federação das Industrias do Estado do Piauí

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Vivemos a era da disrupção amorosa

O Segredo
vivemos a era da disrupção amorosa
Foi-se o tempo em que éramos surpreendidos pelo amor. Quando caíamos nas peripécias da paixão como crianças que se deixavam levar só pelo prazer do frio na barriga.
A bem da verdade é que paramos de jogar dados. O amor ainda existe, assim como a paixão. Ambos seguem como projeto universal de vida. Mas o que mudou foi que paramos de arriscar. E quem não arrisca não corre o risco de ser surpreendido. Ao evitar a possibilidade do sofrimento, cancelamos também as chances de felicidade.

Colocamos olho mágico na porta do coração e já não abrimos mais sem antes ver quem está do outro lado.

Essa é a era da disrupção amorosa. Quando quebramos um curso normal de um processo. Nesse caso, o curso normal é o da vulnerabilidade, das incertezas, das curvas que não vemos, mas sabemos que existem. A disruptura é causada pela força empenhada em querer controlar todas as possibilidades, em eliminar os picos e vales e retraçar o caminho como uma reta, plana e horizontal.
O termo disrupção apareceu pela primeira vez em 1997 pelo professor de Harvard, Clayton M Christensen, para descrever inovações que ofereceriam produtos acessíveis e, assim, criariam novos mercados consumidores.

A disrupção amorosa também se dá quando criamos novas formas de relacionamentos a partir de comportamentos artificiais.

Na mesma medida, também queremos relacionamentos acessíveis. Por vezes ficamos com a primeira opção por estar ali, ao alcance. Desistimos no primeiro não, ou não suportamos o primeiro atrito simplesmente porque não somos obrigados. Assim, em vez de consertar, substituímos. Do mesmo jeito como fazemos com os produtos. Trocamos por uma versão atualizada.

O problema é que sempre haverá uma versão mais atualizada. Isso provoca uma ansiedade tremenda pois evidencia a o fim previsível.

A disruptura amorosa que eu trago aqui não se trata de um juízo de valor, mas de uma constatação do quanto o mundo externo afeta o mundo interno e, para o bem ou para o mal, está aí, está aqui e precisamos ao menos, pensar sobre isso.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: vladmax / 123RF Imagens
Postar um comentário