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Federação das Industrias do Estado do Piauí

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O fim da farsa de Lula e do PT. Indicação de Haddad e Manuela D'ávila para a chapa encerra novela do condenado

Papo TV

Desde que foi condenado a mais de 12 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no cado do triplex do Guarujá, a situação de inegabilidade do ex-presidente Lula perante a Justiça eleitoral já havia se consolidado. No dia 24 de janeiro de 2018, o petista foi tecnicamente enquadrado pela Lei da Ficha Limpa ao ser condenado por um colegiado de segunda instância, no caso, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região de Porto Alegre.

Mas mesmo antes disso, ainda na condição de réu, a candidatura do petista já vinha sofrendo forte resistência por parte significativa da sociedade. Se a maioria da população já não via com bons olhos a possibilidade de um réu concorrer à Presidência da República do Brasil, o que dizer de um condenado? O que dizer então de um condenado e presidiário?

Neste aspecto, a candidatura de Lula já estava praticamente liquidada. Mas diante da ausência absoluta de qualquer outra liderança petista, a alternativa que restou para Lula e o PT foi blefar com base na promessa nada palpável de judicialização da candidatura do condenado. Desde então, Lula e seu partido não pouparam esforços para tentar agregar musculatura a algum sucessor de dentro do PT, por meio do uso do nome do ex-presidente, ainda relativamente popular em determinadas regiões do país.

Mas na medida em que as eleições se aproximaram, e as dadas limites para as convenções, apresentação de candidatos e registros de candidaturas, toda a farsa sobre a candidatura de Lula passou a ser desmontada a luz do dia. Embora os apoiadores do condenado ainda insistam em mencionar o nome do condenado, o fato é que a candidatura de Lula já morreu há muitos meses. O nome do condenado como opção para disputar as eleições poderia ser batizado como plano M, de milagre.

Com a indicação de Fernando Haddad (PT) a vice de Lula, com o reconhecimento público de que a vaga, na verdade, será de Manuela d’Ávila (PC do B), a situação da chapa do PT fica praticamente definida. Pelo próprio Lula e seu partido. Neste cenário, a apresentação do registro da candidatura do condenado, hoje preso, ao Tribunal Superior Eleitoral, será uma mera formalidade. O objetivo de Lula é o de manter seu nome vivo na campanha o máximo de tempo possível, ainda que isto custe a ausência do candidato do PT nos debates e sabatinas nos meios de comunicação.

Haddad e Manuela d’Ávila vão aos palanques pedir votos como representantes da farsa que se estendeu para além dos limites do tolerável. Serão candidatos sem qualquer legitimidade.
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